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domingo, 3 de janeiro de 2010

Cada qual com seu ano novo

Por Bruno Pinheiro
Escrito em 07/01/2008



Mais um ano gregoriano acabou e outro começou. Aqui no litoral, todos na praia aguardaram a meia-noite como se a vida fosse mudar após o relógio demonstrar que outro ano começou.

E me pergunto: por que o ano termina 31 de dezembro e começa 1° de janeiro para todo mundo? Como em todas, algo de muito estranho nesta convenção.

Falar de ano é fazer referência a um ciclo: o movimento de translação. A dança de 365 giros de Gaia sobre o próprio eixo enquanto dá uma volta no Sol, como que em reverência à criação. Uma dança que na verdade nunca termina, recomeça...

Assim é também com os outros planetas regidos pelo tempo Sol. Giram em torno dele numa dança interminável, mas não levam o mesmo tempo que a Terra para completar o ciclo de translação. Assim como os astros, tenho o meu próprio jeito de dançar e me recuso a dançar em passinhos como os pagodeiros do apocalipse!

A volta ocidental em torno do Sol é regida pelo calendário gregoriano, segundo o qual os anos de todos nós começam e terminam simultaneamente. Imagine o Sol vestido de branco, estourando um espumante e a jantar lentilha...

À luz de uma proposta de organização temporal, vê-se rapidamente que o calendário gregoriano não é indicado para ordenar um ciclo. Tem subciclos irregulares (meses, semanas, dias...) e geração mecânica. Além da característica padronização propagada pelas forças globalizantes ocidentais. Não organiza, mas controla e massifica. E bagunça.

Em suma, o tempo não é, nunca foi e nunca será igual para ninguém, apesar de convivermos uma sicronia temporal. Não entramos aqui todos juntos e não seguimos as mesmas rotas, mas estamos todos aqui e compartilhamos o mesmo destino; assim como nos encontramos a todo instante no limiar do paradoxo autonomia e coletividade.

O tempo é a mente e a mente é a expressão cósmica do agora. Quando o agora é um tempo-igual-para-todos perde o encanto mágico da autonomia e o valor da criação. O tempo-igual-para-todos oprime o inesperado, é pre-estabelecido, esfaqueia a espontaneidade... Não entrei nesta dimensão junto a todos nem sequer vim pela mesma porta!

O girar dos ponteiros promove o passado de mera lembrança a fantasia vivenciada e cria nostalgia por um desejo desconhecido. Já o futuro, este sim, o único sobre o qual ainda é possível ser autônomo, torna-se a meta por excelência.

Quem tem o tempo igual a todos acha o agora insosso, sem sal, apócrifo; considera o passado a utopia conhecida; imagina para o futuro a possibilidade de reviver o passado ou um destino determinado.

E os sonhos têm quase sempre a forma de um futuro de poder. Este, qualquer que seja, distancia os homens do agora, instante atômico que passa despercebido pelos sentidos físicos; e não se pode esquecer que se distanciar do agora é fugir da própria mente.

Todos os sonhos de poder apontam para a matéria, e a matéria, que só pode ser tocada, não pode ser vivida, pode ser tocada por apenas alguns poucos. Para muitos não passa de desejo, para poucos é objetivo e resultado.

De qualquer forma, a matéria por si só não é uma utopia vivenciável. Como intuito, ela frustra as expectativas de realização, de possíveis melhoras e de harmonia com/no/do mundo até se perder a autonomia sobre os próprios sonhos.

Quem nunca desejou um produto inútil porque a propaganda instigou? Cuidado com os publicitários!, eles podem ser traiçoeiros... foram escolhidos para ser os oráculos da Babilônia! E por isso mesmo sua linguagem deve ser apropriada pela movimentação.

Não podemos permitir que o tempo e os sonhos sejam controlados. Deseje feliz ano novo no aniversário das pessoas.


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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Juventudes latino-americanas estão sub-representadas nas negociações sobre mudanças climáticas

Recebi o e-mail que segue abaixo da Juliana Russar (@jubrcop15), a seguidora (Tracker) brasileira do projeto Adote um Negociador (Adopt a Negociator, em Inglês). A proposta do projeto é acompanhar as negociação sobre mudanças climáticas até a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Mudanças Climáticas (COP-15), que acontecerá em dezembro, em Copenhagen na Dinamarca, e distribuir estas informações nos seus países de origem por meio das redes sociais.

Eu a conheci em Brasília recentemente, durante reunião do GT de Juventude do Fórum Brasileiro de Organizações e Movimentos Sociais (FBOMS). Um dos últimos contatos da moça foi feito de Bangkoc, onde está acontecendo a 4ª Rodada de Negociações sobre o Acordo Global do Clima (bem poderia ser do "acorda geral para o clima"), também conhecido como Cúpula de Bangkoc.

A Juliana trouxe informações sobre as movimentações da juventude neste processo de negociações internacionais sobre mudanças do clima. Estão lá na Tailândia algumas redes e organizações internacionais de juventude. Segundo ela, as juventude do sul, sobretudo as latino-americanas, estão subrepresentadas no processo, em comparação com grupos de jovens dos países ricos.

A perspectiva geracional, ao meu ver, é uma das questões fundamentais na construção de medidas de mitigação, adaptação e prevenção dos efeitos das mudanças climáticas. E as considerações dos jovens dos países ditos em desenvolvimento, assim como as do líderes de Estado e movimentos sociais destes mesmos países, não devem ser enfraquecidas em relação às dos países ditos desenvolvidos.

Há muita coisa em jogo, isto é um fato. Somente com ampla participação dos setores e segmentos dos países do sul será possível equilibrar a balança das negociações, que correm grande risco de terminar dando em nada de concreto. Isto fica claro pra mim, simplesmente por não me sentir representado pelos políticos brasileiros que estão tocando estas negociações.

Só com vontade política esta questão poderia ser encaminhada positivamente, pois para termos elos de diversos segmentos e setores brasileiros dedicados a acompanhar e intervir nas negociações, a demanda por recursos é alta. O próprio FBOMS, articulação da sociedade brasileira que mais tem se dedicado a intervir nestes espaços nos últimos anos, está com o poder de atuação reduzido em função da falta de recursos.

Por hora, façamos a nossa parte distribuindo informações, sensibilizando e mobilizando sociedade (a começar por nossos amigos, parentes e contatos pessoais) e fortalecendo campanhas e projetos que distribuem estas informações, favorecendo o empoderamento da sociedade, como a Adote um Negociador.

Conheça também outras campanhas de mobilização para a COP-15:



Veja abaixo o e-mail da Juliana.


Pessoal,

Estou aqui em Bangkok, Tailândia acompanhando reunião preparatória para a Cop-15 em Copenhague e conheci o Enrique Maurtua, da Argentina. Ele é encarregado da CAN-América Latina Joven. A CAN é uma rede formada por mais de 400 ONGs que acompanham as negociações internacionais sobre mudanças climáticas, sendo que o ponto focal da CAN no Brasil é o GT Clima do FBOMS.

Desde o ano passado, a CAN tem feito esforços para incluir mais gente do Sul global no processo das negociações internacionais, incluindo jovens. Nesse sentido, organizou várias oficinas. Em outubro, ocorrerão oficinas na América Latina e uma delas é para a juventude. Envio em anexo a programação, ficha de inscrição, apresentação. Haverá uma declaração final da juventude latino-americana sobre as mudanças climáticas para levar para a CoP-15.

Nenhum participante do Brasil ainda está confirmado. Eu ainda não sei se vou poder ir, mas gostaria de encorajá-los a ir, porque é importante alguém do nosso país participar. Infelizmente, a viagem para o Peru não será coberta pela organização do evento. Falei com o Enrique e ele disse que vai tentar fazer conferências por skype para o encontro.

Acompanho as negociações sobre clima desde 2007 e a juventude latino-americana é muito subrepresentada. Nessa rodada de negociações em Bangkok, além de mim, só uma mexicana e o argentino encarregado do encontro da CAN-LA estão aqui. No entanto, há sempre vários representantes da juventude de países do Sudeste asiático, da China, Índia e da África bem organizados. Ainda não consegui entender direito porque isso acontece.

Gostaria de ver muitas pessoas da juventude brasileira participando das próximas rodadas de negociações!

Por Juliana Russar


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sábado, 26 de setembro de 2009

Pela paz e contra as mudanças do clima, Ecosurfi pede praias mais limpas

Dia mundial da Limpeza em Rios e Praias em Itanhaém/SP é marcado pela participação de centenas de voluntários em momento pela PAZ



Mais de 160 voluntários despoluíram cinco pontos da cidade de Itanhaém no sábado, dia 19 de setembro, participando da Campanha Vamos Limpar o Mundo 2009, realizada pela Ecosurfi pelo sétimo ano consecutivo. A campanha, que integra as ações globais do Dia Internacional de Limpeza de Rios e Praias, foi a celebração de pessoas unidas para cuidar e enfrentar os efeitos das mudanças climáticas nas zonas costeiras.


Este ano a campanha teve como novidade a parceria com o Greenpeace e a inclusão da atividade nas ações da Campanha TicTacTicTac – A Hora é Agora, que chama a atenção da sociedade para as decisões relativas às mudanças climáticas que serão tomadas na 15ª Conferência das Parte (COP-15) da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas.


Reunidos na Praia do Sonho, em Itanhaém, os voluntários expressaram todo o sentimento e desejo por um mundo social, econômica e ambientalmente mais justo. Juntos, eles formaram um gigante símbolo da paz, chamando a atenção de autoridades e sociedade em geral para duas problemáticas muito sérias: a deterioração dos oceanos e as mudanças climáticas, lembrando que são os oceanos o verdadeiro pulmão do planeta Terra.



Depois de um alongamento e de formar o símbolo da paz, os voluntários se dirigiram para os pontos de despoluição: Praia do Sonho, Cama de Anchieta, Praia dos Pescadores, Ilha das Cabras, Morro do Sapucaitava e Praia da Saudade. Durante as duas horas de atividades de despoluição os voluntários que estavam divididos em 05 equipes coletaram mais de 500 quilos de resíduos sólidos nesses ambientes. Em sua maioria os materiais mais encontrados foram embalagens plásticas seguida por pedaços de isopor, tecidos entre outros. No final, todos se juntaram e meteram a mão na massa para separar os resíduos e calcular a quantidade coletada por tipo.

Resultado de uma parceria entre a Ecosurfi e a Escola Técnica Estadual (ETEC), que estabeleceu a partir deste ano (2009) “dia letivo” o sábado da campanha “Vamos Limpar o Mundo”, centenas de alunos e todo o corpo docente da escola estavam participando das ações.

“Foi uma experiência enriquecedora e mais uma vez a campanha foi um sucesso. A cada ano o envolvimento das pessoas é maior, sem contar o apoio e total colaboração que recebemos da juventude”, fala Jairo Adrian, coordenador da Campanha Vamos Limpar o Mundo 2009.


Eco-Galer@ – juventude ativa!
Além das novidades acima citadas, a Campanha este ano contou com um rico diferencial. A Eco-Galer@, grupo de jovens ambientalistas de Itanhaém, participaram da organização e planejamento das ações. Eles foram os responsáveis pela mobilização, elaboraram materiais informativos e deram palestras em escolas.

“É muito legal participar e ver o momento em que os jovens deixam de ser um projeto para se tornarem sujeitos ativos da transformação”, comenta André Barbosa, um dos formadores da Eco-Galer@.

A Eco-Galer@ é composta, principalmente, por jovens oriundos de uma Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (Com-Vida) da Escola Municipal Maria Aparecida Amêndola Soares, onde passaram por processos de formação, envolvendo ações de Agenda 21 Escolar. Hoje estes jovens recebem formação semanal em organização juvenil, participação e controle social, políticas de educação, meio ambiente e juventude, métodos participativos, redes e educomunicação, fornecida pela Ecosurfi em caráter de parceria.

Em Itanhaém a campanha Vamos Limpar o Mundo / Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias – conta com o apoio do Restaurante Tia Lena, Itaprint – Impressão Digital, Academia Corpo e Forma, Litoral Sul Águas, Gordo Eventos e contabilidade Belas Artes. São parceiros estratégicos as organizações Global Garbage, Greenpece – campanha de Oceanos, ETEC – Escola Técnica Estadual e ASSU - Associação Socioambiental Somos Ubatuba, Ecogalera e organização local ONG Ecosurfi.

Publicado originalmente no site da ONG Ecosurfi


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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Delegado da III CNIJMA participa de consulta pública em Manaus e cobra proteção da floresta amazônica

Por Bruno Pinheiro

altNo dia 24 de julho, o jovem Alexandre Lucas Viana Ferreira Souza, de 12 anos, chamou a atenção das autoridades e da mídia ao participar de uma consulta pública sobre o Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento, promovida pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas. Liberado pela escola e família a participar da reunião, falou com propriedade e fez questionamentos certeiros e diretos sobre o Plano.

Alexandre é um dos 669 delegados de todos os estados brasileiros que estiveram em Luziânica (GO), em abril deste ano, para a III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente (III CNIJMA). Na ocasião, apresentou na escola um projeto de conscientização dos alunos sobre a importância de preservar a Amazônia, foi escolhido para representar a escola na Conferência Estadual e depois foi eleito para a etapa nacional.

Apesar da pouca idade, a atuação do garoto na consulta do dia 24 foi destaque. Tanto que a Agência Envolverde publicou no dia 28 de julho uma matéria sobre a participação do atento e engajado Alexandre na reunião (Jovem de 12 anos pede proteção da floresta durante consulta pública em Manaus) .

O texto destaca um questionamento feito pelo garoto às cerca de 250 pessoas presentes na consulta, direcionada especificamente ao coordenador de políticas públicas do IPAM - Instituto de Pesquisas da Amazônia, André Lima: “através deste plano, como o Amazonas vai combater o desmatamento?”. A resposta poderia estar clara na cabeça de pesquisadores e autoridades, mas a pergunta, clara e objetiva, retrata como a linguagem utilizada nestes processos de construção política precisa ser traduzida para que seja compreendida por toda população.

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Quem fez questão de destacar a atuação de Alexandre na atividade foi a secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, Nádia Ferreira. Para ela, ainda de acordo com o texto da Envolverde, "a implementação deste plano nasce de fato de participações e contribuições como a do jovem Alexandre, ao dar um grande exemplo de cidadania. Ele poderá no futuro cobrar juntamente com a sociedade a efetivação das ações tratadas nesta consulta pública. A luta contra o desmatamento é um dever de todos".

Hoje Alexandre integra o Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Amazonas, grupo que desde 2003 atua com as questões de juventude e meio ambiente no estado, articulado na REJUMA com os CJs e outros grupos e movimentos de juventude e meio ambiente de todo o Brasil.

A participação e o sucesso da intervenção de Alexandre na consulta pública é mérito total de sua capacidade pessoal de intervir politicamente. Mas encarando o contexto de desdobramento da III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, é preciso reconhecer o potencial concretizado das CNIJMAs de envolver jovens nos processos de políticas socioambientais brasileiras do local ao nacional.

Imagem 1: Alexandre em momento durante a III CNIJMA, em Luziânia/GO (abril/2009)
Imagem 2: À direita na foto, de camisa azul clara, Alexandre era um dos menores integrantes da delegação amazonense na III CNIJMA

Fonte imagens: Comunidade Vamos Cuidar do Brasil no EducaRede


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terça-feira, 16 de junho de 2009

Diga NÃO Á MEDIDA PROVISÓRIA 458

MP 458 mobilização campanha veto presidente lula amazônia legal farra da terra

Na quarta-feira, dia 02/06, o senado brasileiro aprovou a MP 458. Esta medida presenteia todos aqueles que fizeram grilagem na Amazônia com a regularização de terras ocupadas ilegalmente.

Se o presidente assinar a MP 458, 67 milhões de hectares de terras públicas da Amazônia serão privatizados. Um patrimônio estimado em 70 bilhões de reais irá parar nas mãos dos grileiros.

O Gabinete de Lula está recebendo milhares de ligações pedindo para que a MP 458 não seja aprovada. Faça sua parte, ligue e espalhe os números e o e-mail do presidente Lula para seus amigos. Peça para que eles digam NÃO A MP 458.

Telefone do Gabinete do Lula:
(61) 3411.1200 ou (61) 3411.1201

Ou envie um e-mail através do link:
https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php
PS: No próximo post dou continuidade ao assunto "Abaixo Assinado ou campanha?" do Roger, da banda Ultraje a Rigor, ao governador de São Paulo, José Serra. A intervenção contra a MP 458 é mais urgente e importante...


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sábado, 6 de junho de 2009

Cariocas se mobilizam para apoiar Minc

Conterrâneos do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, realizarão ato em defesa da legislação ambiental brasileira

Estamos num momento de verdadeiro clímax político no Brasil. Os setores ruralista e de infraestrutura estão de mãos dadas num verdadeiro desmonte das políticas ambientais brasileiras, usando os seus representantes na Câmara dos Deputados e no Senado.


Estrategicamente eles apresentam projetos e proposta de leis, decretos e elaboram Medidas Provisórias que ferem o Código Florestal, retira poder dos órgãos federais como o Ibama e enfraquece o Ministério do Meio Ambiente. Os Ministros da Agricultura, de Assuntos Estratégicos e dos Transportes fazem parte deste complô da elite desenvolvimentista contra o território, a saúde ambiental e à sociedade brasileira.

No próximo dia 8 organizações fluminenses realizarão a primeira manifestação local de peso, pelo menos das quais recebi informações, "em defesa da legislação ambiental brasileira". O ato, que é resultado da união de diversas organizações, acontecerá no Rio de Janeiro.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, é o único na esfera governamental que investe contra a atuação ruralista. E talvez pelo Minc ser do Rio de Janeiro surja lá a primeira manifestação, afinal ele precisa de legitimação. Caso contrário suas manifestações soarão como tagareladas.

Este é um daqueles momentos como a "Diretas Já!", que dependem de ampla e massiva mobilização contra as decisões tiranas de uma classe política corrompida. Não bastarão manifestações midiáticas como as que Greenpeacee outras kingONGs são capazes de realizar.

É necessário mobilização popular e articulação da sociedade civil organizada e dos movimentos sociais, envolvimento, sensibilização da opinião pública. Agora, mais que nunca, é momento de união.

Veja abaixo o texto de convite para a manifestação.

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ATO EM DEFESA DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL BRASILEIRA E CONTRA O DESMATAMENTO

Uma nuvem cinzenta e carregada se forma sobre o verde exuberante do Brasil. Dos ribeirinhos e indígenas da Amazônia aos agricultores familiares da Mata Atlântica faz-se ouvir o som terrível dos tratores e motosserras dos ruralistas!

Organizados em uma marcha contra a vida, empreiteiros, pecuaristas, latifundiários e grileiros se uniram para derrubar toda a legislação ambiental brasileira, afrouxar condicionantes ambientais e legalizar a grilagem de terras públicas na Amazônia.

Há uma ofensiva em curso no Congresso Nacional para fazer o Brasil regredir 40 anos em termos de proteção ao meio ambiente, justamente no momento em que, no âmbito internacional, compromissos são firmados para conter o aquecimento global e novas regras de proteção são criadas. Aqui no Brasil a bancada ruralista no Congresso, com o apoio da Confederação Nacional da Agricultura, Ministro da Agricultura, Ministro de Assuntos Estratégicos e Ministro dos Transportes, protagonizam uma ofensiva geral contra a legislação ambiental vigente no país.

Desconsiderando a opinião de 94% da população brasileira que disse NÃO ao desmatamento, os ruralistas querem, entre outras coisas, diminuir o percentual obrigatório de florestas em propriedades rurais e das faixas de preservação permanente que margeiam rios e nascentes. Já reduziram ao máximo de 0,5% o valor da compensação ambiental a ser pago por empreendimentos de grande impacto e querem transferir para os Estados e Municípios importantes competências dos órgãos federais.

Está em curso um retrocesso sem precedentes envolvendo a questão ambiental no Brasil.

Não vamos deixar o Ministério do Meio Ambiente isolado nesta luta!

Una-se a este movimento em defesa da vida!

Mobilize seus amigos e amigas para o ato em DEFESA DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E CONTRA O DESMATAMENTO!

LOCAL: Escadaria da ALERJ, PALÁCIO TIRADENTES
RUA: PRIMEIRO DE MARÇO S/N PRAÇA XV – RIO DE JANEIRO
DATA: 08/06/09, SEGUNDA-FEIRA
HORÁRIO: 10 HORAS

Rede de ONGs da Mata Atlântica -Instituto Terra –CONTAG -Sindicato dos Bancários RJ - ANAMMA – Associação Nacional de Órgãos de Meio Ambiente - CUT Nacional e RJ - Defensores da Terra - GAE / Grupo de Ação Ecológica - Fórum em Defesa das Rádios Comunitárias do Estado do Rio de Janeiro –UERJ -Associação Brasileira de Fotógrafos da Natureza - APEFERJ - Associação Profissional de Engenharia Florestal do Estado do Rio de Janeiro - FEBRACOM –Federação de Cooperativas de Catadores do RJ - Grupo Arco – Íris - ONG Sape - ONG Crescente Fértil - Instituto BioAtlântica - Pacto pela -Restauração da Mata Atlântica - Espaço Compartilharte - Rede Nacional do Prove -Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis – Base/RJ - Movimento Fazendo a Diferença - AMES – Associação Municipal de Estudantes Secundaristas / RJ - Associação Ecológica – PROJETO CABEÇA ATIVA – São João de Meriti – Núcleo Ecológico Pedra Preciosa – CODIG – Renovar, Associação de Reciclagem.


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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Juventude pelo Meio Ambiente - hora de mobilizar!

Está acontencendo o Mês de Mobilização da Juventude pelo Meio Ambiente, uma grande oportunidade para os jovens brasileiros se envolverem na construção da Política Nacional de Juventude e Meio Ambiente.

Promovido pelos Ministérios do Meio Ambiente e da Educação e a Secretaria Nacional de Juventude, a iniciativa foi lançada no dia 2 de junho durante reunião do Conselho Nacional de Juventude.

O Mês traz como objetivo agregar contribuições para o Grupo Interministerial de Juventude e Meio Ambiente formado no Governo Federal. Jovens de todo o país estão convidados a participar, trocar idéias, experiências e produções, realizar ações práticas e promover mobilizações e eventos locais e na web. Por meio de um portal, as atividades podem ser cadastradas e entram para o calendário do Mês de Mobilização da Juventude pelo Meio Ambiente.

Para participar basta acessar o endereço juventudepelomeioambiente.org.br, se cadastrar e se integrar com outros jovens brasileiros na busca pela construção de um Brasil susntentável.


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domingo, 10 de maio de 2009

Nota oficial do Coletivo Marcha da Maconha Brasil sobre a proibição do evento evento em várias cidades do Brasil

O Coletivo Marcha da Maconha Brasil repudia a atitude covarde do Ministério Público de vários Estados da Federação, de pedir a proibição nas vésperas das datas marcadas, com a finalidade de dificultar e mesmo impossibilitar a nossa defesa jurídica em face de decisões liminares contrárias a nós.

Chamamos atenção para o fato de que, no ano passado, os próprios membros do MP, em cada um desses Estados, pediram o arquivamento, sem julgamento do mérito, dos processos por ele mesmos ajuizados e também dos habeas corpus que foram impetrados contra as decisões que proibiram a Marcha. Para nós, isto aconteceu por um único motivo: aqueles que querem proibir a Marcha da Maconha no Brasil não têm a coragem de submeter a julgamento a sua tese, que é frontalmente contrária ao artigo 5º, IV, IX e XVI, da Constituição Federal.

No entanto, este ano não permitiremos o sucesso dessa manobra. Diante das liminares proibindo a Marcha, nas cidades em que isso ocorrer, a manifestação fica adiada para o dia 31 de maio, no aguardo do julgamento de nossos habeas corpus, os que já foram impetrados e os que ainda o serão contra as liminares obtidas pelo MP. Confiamos no Poder Judiciário brasileiro, em especial nos tribunais superiores, que demonstram claramente uma grande firmeza na garantia dos direitos constitucionais fundamentais e das liberdades democráticas em nosso País.

Lembramos que cláusula pétrea de nossa Carta Política é a liberdade de manifestação e de reunião e não a proibição da maconha, que sequer está prevista em expressamente em lei, é apenas ato administrativo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Pedimos ainda que ninguém desobedeça as ordens judiciais e evitem qualquer confronto com as forças policiais. Incidentes que acarretem violência e detenções não nos ajudam, pelo contrário, fortalecem apenas aqueles que querem nos calar. Alertamos ainda para a possível ação de agentes provocadores, visando gerar noticiário negativo em torno da Marcha. Reafirmamos também a nossa firme orientação no sentido de que ninguém porte ou use maconha ou qualquer substância proscrita em nossas atividades.

Para concluir, mais uma vez declaramos que a Marcha da Maconha Brasil não incentiva o uso da erva. Do nosso direito de criticar a política criminal vigente e de propor a sua mudança, entretanto, não abrimos mão. Confundir isso com incitação ao crime ou apologia de fato criminoso é uma grotesca tentativa de censurar o debate público sobre a questão. Além do mais, inútil. O que coloca a legalização da maconha na agenda política nacional e internacional é o evidente fracasso da sua proibição. Impedir a Marcha de acontecer não vai mudar esse fato, apenas fará o Brasil se parecer a um Estado policial.

Coletivo Marcha da Maconha Brasil

www.marchadamaconha.org
contato@marchadamaconha.org


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